sábado, 4 de junho de 2011

Days Go By

Inteiramente dedicado a ti Magda.
Porquê esta?
Porque é linda, o vídeo fabuloso e acho que vais gostar



Danças comigo???

Olho para ela...
Que bem que aquela flor que fica no cabelo. É amarela e tens as pétalas abertas, numa forma indescritivelmente bela. O cabelo também lhe cai graciosamente, não tapando os ombros belos e brilhantes.
Os olhos mostram timidez, a timidez de quem não dá valor à sua beleza. Não consigo estar longe dela, tenho de cheirá-la, como quem cheira aquela flôr.
Aproximo-me inseguro e estico-lhe a mão. Os olhos dela levantam-se e encontram os meus. Sem demoras pergunto: 'danças comigo?'. Estica-me igualmente a mão como resposta e levanta-se. Quando o seu corpo se aproxima de mim, pronta a dançar comigo aquele conjunto de melodias, sussura-me ao ouvido: 'Obrigada'. Obrigado?!, penso eu para mim. Jamais, é um prazer.
A pele dela é dourada, brilhando ainda mais com a luz do sol que vai passando por entre as folhas das árvores. O cheiro dela é digno de uma perfumaria e os seus cabelos ao vento não têm qualquer comparação possível. É único. Desfruto ao milésimo o tempo em que estou com ela, trocando passos com ela. Os meus olhos vão também dançando com os dela, sem sequer pestanejarmos para que não percamos momento algum.
O fim da música aproxima-se a cada compasso...não conheço a música mas antevejo o seu fim. Deixa-se de ouvir, agora apenas ouço o vento. No entanto, continuamos a dançar, como se tivessemos algo dentro de nós que nos faça mover. Ou será simplesmente a vontade de querermos estar juntos?
E ainda hoje estamos...

domingo, 20 de março de 2011

O meu destino... é o destino

Não sei para onde vou, nem tão pouco o que quero. Deixo-me apenas ir, como que uma folha de árvore que se deixa levar pela brisa, ondeando por um caminho desconhecido, contornando esquinas, sobrevoando pessoas. Infelizmente, sou bem mais pesado que uma folha. Como tal, não tenho a capacidade de voar, mas também me deixo ir, seguindo uma linha que eu próprio vou traçando com as minhas opções na vida, como se de um desenho se tratasse. Tento que essa linha seja a mais correcta pois, ao contrário de um desenho, não posso chegar lá com uma borracha e simplesmente apagar o traço desastrado. No fim, espero que todos apreciem o meu desenho, que o consigam interpretar e nele decifrar todo o meu percurso. Um desenho que ainda simples, esteja carregado de emoções, de vivências, de sorrisos, de tristezas, de cumplicidades, de encontros e desencontros, que esteja carregado de ti. De ti, que me acompanhaste até aqui, que comigo fizeste todo este percurso de mão dada. Não sei bem para onde vou, mas prometo continuar em frente e levar-te. O meu destino... é o destino. Seja ele qual fôr!!!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Duas janelas abertas para o Mundo

Não há ninguém que não pense que o nascimento de um filho não vá ser um momento especial. Aliás, o mais especial de todos. Eu não fujo à regra. E tudo o que envolve esse momento assume uma dimensão mágica, gigante, capaz de nos fazer soltar aquele sorriso mais puro possível até ao final da nossa vida. Absorvemos cada segundo, cada segundo absorve-nos completamente.
Enquanto esperamos por ouvir o chorar de um bebé, ou por um médico ou enfermeira nos vir dar a boa nova, o tempo como que pára. Curiosamente, acabou por ser o factor temporal a dar um toque ainda mais especial ao nascimento da minha filha, tudo por causa de umas palavras proferidas pelo anestesista. Aproximando-se lentamente, disse-me de sorriso nos lábios: “Vou fazer um poema. Às 22h33, nasceu a Maria Inês”. Acho que ninguém imagina como vai ficar a saber que acabou de dar uma vida ao Mundo, mas aquelas palavras deixaram-me indefeso. Não disse nada. Claro que as palavras não foram tão especiais como o simples facto de saber que a minha Inês tinha nascido sã e saudável. No entanto, aquelas palavras improvisadas jamais serão esquecidas, a ponto de me fazerem escrever estas linhas, tão direitas num ecrã de computador, mas repletas de emoções descontroladas.
Num Mundo que nos testa a cada momento, de forma tão rápida como a que vivi o nascimento da minha filha, felizmente ela não tardou a abrir os olhos. É que não vivemos tempos em que andar de olhos fechados seja bom, tenhamos 30 minutos de vida, ou mesmo 30 anos.
E quando consegui desfrutar daqueles olhos puros, vi como que duas janelas abertas para o mundo: duas janelas ávidas de deixarem entrar todos os momentos que passam por nós muitas vezes sem darmos conta deles, como também de possibilitarem a partilha da essência da minha Inês para com o mundo. Afinal de contas, o olhar diz muito certo? E aquele primeiro olhar brilhante dela disse-me tudo. Disse-me que era o amor da minha vida.
Amo-te Inês